FILOSOFIA ANTIGA
E GRÉCIA ARCAICA

Os quatro grandes períodos da Filosofia Grega, nos quais seu conteúdo muda e se enriquece, são o Período Pré-socrático – VII a.C. a V a.C., o Período Socrático – V a.C ao IV a.C, o Período conhecido como Sistemático – IV a.C. ao III  a.C. e o chamado Período Helenístico – III a.C. a VI d.C. 

UM LIVRO FABULOSO DE MARCEL DETIENNE 

Ali ele fala dos três tipos de personagem qualificados por suas funções, no contexto social e cultural da Grécia arcaica. Estes seriam os detentores de um privilégio inseparável de seu papel institucional: os Mestres da Verdade. 

Na Grécia das primeiras estátuas em marcha, há caminhos que repentinamente desembocam no “prado da Verdade”, ou revelam os contornos de uma planície chamada Alétheia. Outras veredas mais secretas também conduzem para a Fonte do Esquecimento ou levam às águas congeladas da Memória.

 Em As origens do pensamento grego, tomamos conhecimento de como, embora estivesse atrelada ao mito, a Razão não apenas se desvinculou dele, mas também o ultrapassou, logrando, com isso, a constituição daquilo que conhecemos como a Filosofia.  

Quando Aristóteles define o homem como um “animal político”, enfatiza o que separa a Razão grega à sua época da de hoje. Se o homo sapiens é, a seus olhos, um homo politicus, isso se deve ao fato de que a própria Razão, em sua essência, é política.

 

Nesse estudo erudito e revelador o intelectual francês PAUL VEYNE revisita textos clássicos da historiografia e argumenta que tal indagação tem raízes na tradição dos homens das Luzes, que procuravam confrontar os ditos com os fatos.  Para os antigos, no entanto, saber se a batalha entre Teseu e o minotauro realmente aconteceu não era tão fundamental.

 

Veyne costumava dizer que descobriu por acaso a arqueologia e a história, quando, aos oito anos de idade, encontrou um pedaço de uma ânfora celta.

Fez questão de ressaltar que o seu interesse pelos antigos gregos e romanos não resulta nem de convicções humanistas, nem de qualquer admiração especial, mas tão somente do acaso que marcou a sua descoberta infantil.

O LEGADO DA GRÉCIA

Sir Richard e seus dez distintos colegas conduziram o Legado na direção de suas raízes, uma herança, e após uma exaltação inicial por Gilbert Murray à glória do que foi a Grécia, eles representaram a cultura grega antiga, área por área, começando com a religião e a filosofia e terminando com a arte e a arquitetura. 

O livro, inteiramente novo, substitui o Legado da Grécia [Legacy of Greece] editado por sir Richard Livingstone e publicado em 1921. Esta edição, com todas as informações atualizadas, traz uma outra abordagem. Cada colaborador teve liberdade para dar realce próprio aos aspectos da cultura grega que escolhesse abordar, assim como para determinar a estrutura de seu capítulo. 

 

OUTRA OBRA IMPORTANTE DE MARCEL DETIENNE 

OS GREGOS E NÓS. Uma Antropologia comparada da Grécia Antiga. Edições Loyola. Tradução de Mariana Paolozzi Sérvulo da Cunha. 2014.

OS GREGOS NÃO SÃO UMA TRIBO COMO AS OUTRAS. QUANDO SE TRATA DE “NÓS”, DE NÓS E DOS OUTROS, INEVITAVELMENTE ELES CONSTITUEM UM VERDADEIRO DESAFIO.

 

 

 O ECO GREGO.

EDITH HAMILTON

Editora Landry

São Paulo: 2001.

 

 

Essa obra traz, como ideia central, o conceito de liberdade como obra do pensamento político grego. A ideia que resultou na fundação de um Estado livre na Atenas do séc. V e nas condições que propiciaram o desenvolvimento de uma das mais fecundas civiliizações da História.